“— Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma delas, não acende a lamparina, varre a casa e a procura com muito empenho até encontrá-la? E, quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: “Alegrem-se comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.” Eu afirmo a vocês que a mesma alegria existe diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende..” Lucas 15:8-10
Esta é a segunda figura do tríptico. A moeda era um dracma, uma moeda de prata grega, que só é mencionada aqui no Novo Testamento e que era aproximadamente equivalente ao pagamento de um dia de trabalho manual. Esta moeda era provavelmente parte de uma fileira de moedas que formavam uma grinalda, indicando que a mulher era casada. Perder uma parte desse artefato era como perder uma pedra de uma aliança de casamento. A mulher ilustra a obra do Espírito Santo, cujo ministério é garantir que cada um daqueles que pertencem ao noivo (isto é, Jesus Cristo) esteja presente no casamento. Cada moeda estará em seu lugar. Cada um deles é valioso para Ele.
Se na parábola da ovelha perdida vemos simbolizada a ternura de Deus por nós, aqui, nesta parábola podemos ver através da diligência e o cuidado daquela mulher, um quadro de zelo divino. Talvez falasse para o grupo de mulheres que tinham pouca ou nenhuma experiência na procura de ovelhas, mas intimamente, acostumadas com o espaço de sua casa. E assim como na parábola da ovelha perdida apresenta uma característica com um profundo significado espiritual, assim também como a relação daquela mulher e sua moeda. A ovelha se desgarrou do aprisco e aqui a moeda perdeu-se , foi perdida, em casa por sua dona, seja devido ao seu relapso, desatenção, falta de cuidado ou acidente acabou perdida.
Perder-se em casa! Isso abre a possibilidade de uma alma perder-se em casa, seja num lar cristão, ou mesmo dentro de uma igreja. Será que não convivemos com alguém que esteja, tal aquela dracma, perdido seja em nossa casa ou na igreja a que somos filiados? Talvez sejamos nós próprios os perdidos! Quem não deixa o que está fazendo para procurar um dinheiro dado como perdido em sua casa? A dracma sendo um pagamento por um dia de trabalho, trazendo para nossos dias, onde a jornada diária ficaria entre R$ 50 e R$ 100,00, seria uma perda não desprezível.
Parece que o Senhor está falando diretamente à liderança religiosa, e seu sistema cheio de leis, normas, ordenanças e regras, de que eles deveriam considerar melhor os grupos vulneráveis da comunidade a que deveriam servir, ao invés de se trancarem dentro de seus palácios. Que se faz necessário olhar mais de perto as necessidades da sua comunidade. Para preservação, não importa tanto separar-se dos pecadores e deixá-los perdidos, já que pecadores somos todos, mas que o importante é ser encontrados pelo zelo de Jesus Cristo e ser conduzido por Ele ao Seu grupo.
A dracma perdida era parte integrante de uma grinalda, presente do noivo, representava seu compromisso público perante a sociedade local, de que entre os dois havia uma aliança que se consumaria logo mais. Mulheres palestinas pobres recebiam como dote de casamento dez dracmas que simbolizava a aliança de compromisso, essas moedas formariam uma grinalda. Se não apresentavam um valor monetário alto, seu valor sentimental era grande, pois seria essa grinalda que seria colocada sobre a cabeça da mulher. Quando ela saía de casa, essa grinalda fazia parte de sua indumentária. Nessa peça em questão, havia dez dracmas, e se estivesse incompleto, ela não poderia usá-lo, o que representaria um risco ao compromisso assumido com o noivo. Perder uma dessas moedas seria extremamente penoso, sem contar que sair com a grinalda incompleta seria motivo de vergonha certa para aquela mulher judia do século I.
A igreja de hoje, infelizmente, nem pode ser comparada com aquela mulher, hoje a igreja se apresenta com valores perdidos, incompleta diante do compromisso assumido diante do Noivo. Mas como resgatar esses valores, que parecem ter sido sufocados pelas pautas mundanas atuais? Como recuperar a honra perante um mundo que chafurda em lama de pecado e tem a ousadia de apontar o dedo infecto e nojento para nós, graças às práticas espúrias, à corrupção generalizada, e a avidez pelo poder dos lideres religiosos desta terra?
Jamais deveríamos correr o risco de desprezar aqueles, que como a dracma da parábola, encontra-se extraviada, porque o Senhor a busca. Não se trata apenas de uma “dracma” que o mundo até despreza, mas o valor não está em que se perdeu, mas em Quem o encontra. Há festa no céu pois, assim como aquela mulher da dracma tanto se alegrou por encontrar a sua moeda, somos de Deus, feitos por Ele, há festa porque algo que Lhe pertence por direito, foi encontrado.
Lucas especializou-se em parábolas, assim como Marcos em milagres, e foi responsável por certas parábolas que estão entre as partes mais conhecidas da Bíblia. A Parábola do Bom Samaritano é provavelmente a história mais conhecida no texto bíblico. Alguns críticos literários consideram-na como uma das maiores histórias já contadas. A parábola do Bom Samaritano veio em resposta a uma pergunta sobre a vida eterna, feita no versículo 25 deste Lucas 10: ” E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o objetivo de pôr Jesus à prova e lhe perguntou: — Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”
Não se tratava de uma pergunta honesta, mas era uma boa pergunta e uma pergunta até normal, que era feita por um intérprete da lei e, nesse sentido, representava mais um desafio ao Mestre. Talvez esperasse que Jesus dissesse algo que discordasse das tradições judaicas. O Senhor tinha uma maneira muito apropriada de lidar com as perguntas. Ele respondeu-lhe fazendo uma outra pergunta, que é conhecida, a propósito, como o método socrático, pois fora usado pelo filósofo grego Sócrates. O método permite que aquele que faz a pergunta seja aquele que a responde. Então o intérprete tentou colocar Jesus no banco das testemunhas e Jesus inverteu a situação. Vejamos o versículo 26:
“Então Jesus lhe perguntou: — O que está escrito na Lei? Como você a entende?”
Aqui podemos ver que Jesus sabia que ele era um especialista na lei de Moisés. Os versículos 27 e 28 nos diz:
“A isto ele respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.” E: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.” Então Jesus lhe disse: — Você respondeu corretamente. Faça isto e você viverá.”
Palavras, até aquele momento, coerentes e verdadeiras, pois realmente devemos crer em Deus de forma completa, com o coração, com a alma, com todas as nossas forças e com todo nosso entendimento. Evidentemente, a resposta de Jesus foi muito afiada e penetrante, com um conselho que terminaria ali aquela conversa. Vamos ler o versículo 29:
“Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: — Quem é o meu próximo?”
Observemos que o Senhor disse ao intérprete que ele havia respondido corretamente. Lembremo-nos também de que este incidente ocorreu antes de Cristo morrer na cruz. Isso significa que uma pessoa pode ser salva guardando a lei? Sim, mas vamos continuar o argumento até o fim. Não são os ouvintes da lei, mas aqueles que cumprem a lei que são justificados. E se dissermos que podemos guardar a lei, devemos nos lembrar de que Deus nos contradiz. Ele diz que é impossível ser justificado pela Lei porque ninguém é capaz de cumpri-la. Paulo disse em Gálatas 2:16, “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Jesus Cristo, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois por obras da lei ninguém será justificado.” E o mesmo Paulo disse em Romanos 8:3, 4: “Porque aquilo que a lei não podia fazer, por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no que diz respeito ao pecado. E assim Deus condenou o pecado na carne, a fim de que a exigência da lei se cumprisse em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.”
Tanto os doutores da lei, quanto os fariseus eram mais conhecidos por sua falta de amor ao próximo, já que consideravam como próximos somente sua descendência, e ainda assim os que, aos seus olhos, fossem considerados puros. Se esse intérprete da lei tivesse sido honesto, o que ele não foi, ele teria dito: “Mestre, eu sinceramente tentei amar a Deus de todo o meu coração, poder, força e mente, e ao meu próximo como a mim mesmo. Mas não posso. Fracassei miseravelmente. Então, como posso herdar a vida eterna?” Mas, em vez de ser sincero, ele adotou uma tática evasiva e disse: “Quem é o meu próximo?” Foi então que Cristo deu-lhe a resposta à sua pergunta, que é a Parábola do Bom Samaritano. É uma história simples, mas maravilhosa, onde Jesus explica da necessidade de reconhecermos, cada pessoa, homem ou mulher, como filhos de Deus, e como nosso próximo.. Vamos ler os versículos 30 a 32:
“Jesus prosseguiu, dizendo: — Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de alguns ladrões. Estes, depois de lhe tirar a roupa e lhe causar muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Por casualidade, um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho e, vendo aquele homem, passou de largo. De igual modo, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, passou de largo. “
É possível que esse intérprete da lei fosse um levita e que, quando ouvisse isso, se sentisse irritado, para ser aludido de maneira pessoal. Vamos continuar lendo os versículos 33 a 37:
“Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou perto do homem e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, aproximando-se, fez curativos nos ferimentos dele, aplicando-lhes óleo e vinho. Depois, colocou aquele homem sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, separou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: “Cuide deste homem. E, se você gastar algo a mais, farei o reembolso quando eu voltar.” Então Jesus perguntou: — Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões? O intérprete da Lei respondeu: — O que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: — Vá e faça o mesmo!”
Podemos ver 3 tipos de pessoas, representando 3 modos de vida:
(1) O ladrão: seu modo de vida não respeita a propriedade dos outros. Vai numa linha de: “O que quero eu pego, o que você tem é meu”.
(2) O Sacerdote e o Levita: Seu modo de vida expressa: “O que eu tenho é meu”. Isso é individualismo puro e simples. É um egoísmo que ignora todo sofrimento ou necessidade alheia aos seus. É como um capitalismo selvagem e ímpio.
(3) O Bom Samaritano: Seu modo de vida diz: “O que eu tenho, pertence a você”. Esta seria a filosofia de vida cristã. Em outras palavras, seria expresso assim: “O que eu tenho é seu, se é que pode ser de ajuda para você”. Todas as coisas pertencem a Deus e nós somos Seus mordomos.
A intenção do Senhor era que aplicássemos essa parábola à nossa própria situação. Dizem-nos que um homem desceu de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de ladrões. Esta é uma figura da humanidade. É a raça que remonta a Adão. Figurativamente falando no contexto da parábola, a humanidade veio de Jerusalém, o lugar onde os seres humanos podiam se aproximar de Deus, e se dirigiu a Jericó, a cidade que havia sido amaldiçoada no Antigo Testamento por suas práticas pagãs destrutivas para o homem. Histórica e espiritualmente, a humanidade caiu e se viu impotente, sem esperança e incapaz de sair daquela situação e se salvar. Ela estava espiritualmente morta em pecado, como aquele homem que, ferido por ladrões, jazia quase morto. Os ladrões são uma figura do diabo, que, de acordo com João 8:44, tem sido um assassino desde o princípio. Sobre este assunto, em João 10:8, o Senhor disse: “Todos os que vieram antes de mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes deram ouvidos.”
E quando a multidão veio a Ele para prendê-Lo, Ele lhes diria, em Mateus 26:55: “Vocês vieram com espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava ensinando, e vocês não me prenderam.”
Então o texto nos diz que um certo sacerdote passou pelo mesmo caminho, mas no lado oposto. Ele representava o ritualismo e o cerimonialismo, que não podem salvar o ser humano. Então veio um levita, que também passou pelo lado oposto. Ele representava o legalismo. O ritualismo, as cerimônias e o legalismo não podem salvar. Então um certo samaritano passou. Quem ele representava? Foi precisamente ele quem proferiu a parábola. Quando o ritualismo, o cerimonialismo, o legalismo e a religião não puderam fazer nada para ajudar aquele homem, Cristo veio. Ele é capaz de cuidar do pecador perdido, que está meio morto, perdido e controlado por sua maldade e pecados, porque ele é o único que pode ajudá-lo.
Esta parábola tem uma aplicação prática para você e para mim hoje. Qualquer pessoa que você possa ajudar é o nosso próximo. As pessoas precisam de Cristo, o Bom Samaritano. Há muita conversa sobre levar o evangelho a todos, mas não tanto esforço é investido em garantir que as pessoas realmente e pessoalmente conheçam a Cristo.
O mundo de hoje está na condição daquele homem que caiu entre os ladrões, e ele precisa urgentemente da nossa ajuda. O mundo precisa de Cristo. Jesus aqui nos ensina que não basta segui-lO, apenas, se nossas atitudes não forem de um verdadeiro discípulo. Não devemos nos portar como aqueles homens, cheios de religiosidade e pretensa santidade, mas que quando não estão sob os holofotes passavam ao largo dos problemas dos outros. O que agrada a Deus é uma atitude de bondade, é uma ação de misericórdia com o próximo, um coração verdadeiro ama ao próximo.
E o nosso próximo não é quem queremos, ou alguém de quem gostamos, ou ainda que está muito próximo de nós. Quando se trata do próximo não há referências. Jesus nos amou sendo nós ainda miseráveis pecadores. Esse é o modelo.
“Então Jesus lhes contou esta parábola: — Qual de vocês é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E, quando a encontra, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: “Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.” Digo a vocês que, assim, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”
Esta é a primeira figura do tríptico(conjunto de três pinturas unidas por uma moldura tríplice)as outras são: a parábola da dracma perdida e a parábola do filho pródigo. O pastor nesta parábola é o grande Pastor, Jesus Cristo. Nós somos as ovelhas. Ele tinha 100 ovelhas e uma delas estava perdida. Francamente, começar com 100 ovelhas e terminar com 99 foi um resultado aceitável. No entanto, este Pastor não estava satisfeito com apenas 99 ovelhas. Quando uma delas se perdeu, ele saiu para procurá-la. Quando a encontrou, colocou-a sobre Seus ombros, que era o lugar e símbolo da força. Ele foi e é capaz de salvar para sempre. Esta parábola é uma figura do Senhor Jesus Cristo buscando aqueles que pertencem a Ele.
Quando nosso Senhor veio reivindicou para Si o título de Bom Pastor. Enquanto aqui em Lucas Ele procura as ovelhas, no Evangelho Segundo João Ele dá Sua vida, Ele morre por elas. Não significa que haja preferência pelo pecador em detrimento dos justos, nem que os justos sejam hipócritas, mas que fica evidente o mistério que é o amor do Pai, que se alegra em acolher o pecador arrependido ao lado do justo que persevera.
Há aqui uma narrativa complicada. Como pode um pastor responsável deixar, sozinhas, noventa e nove ovelhas e partir atrás de uma única ovelha? Naquela realidade cultural os pastores não deixavam as ovelhas sozinhas, abandonadas. Pastoreavam em grupos ou as deixavam em local seguro. Na parábola a situação é clara e direta: o pastor está comprometido com a ovelha que se perdeu, e as restantes estão em lugar seguro, o que demonstra que o pastor é responsável e dedicado ao seu rebanho, não importando o tamanho do rebanho.
Esta parábola é uma resposta do Senhor para as atitudes irresponsáveis das lideranças religiosas frente às necessidades dos membros das suas comunidades. Quantas ovelhas se encontram perdidas por não serem bem cuidadas, bem alimentadas, por esse imenso sistema religioso encravado em nossos dias, com tantas regras e liturgias? De acordo com o Evangelho de Jesus, os marginalizados, oprimidos e necessitados requerem uma atenção mais responsável por parte da liderança religiosa, o que não vem acontecendo desde os tempos de Jesus.
A parábola nos ensina que uma pessoa importa para a vida cristã, ao contrário do que costumamos pensar, olhamos com muito mais cuidado as noventa e nove do que uma que se desgarrou. Para nosso bem, o Bom Pastor não age dessa forma. Pois para Ele, nenhuma das Suas ovelhas poderá ficar perdida em definitivo.
Passamos nossas vidas buscando abrigo em tantos lugares, em tantas religiões, em riquezas e poder, em status social, em fama ou qualquer outra coisa que pensamos irá nos trazer satisfação e preenchimento das lacunas em nosso coração. Porém quando somos encontrados e resgatados, quando somos acolhidos nos braços do Bom Pastor, entendemos que não encontramos a Cristo mas que Cristo é quem nos encontrou.
Aos que se sentem desgarrados, perdidos, abandonados, ouçam a voz do Bom Pastor chamando de volta à segurança de Seu aprisco.
“Por meio do Espírito Santo, que habita em nós, guarde o bom tesouro que lhe foi confiado.” 2 Timóteo 1:14
Deus habita em todos nós, nesse sentido, quando olhamos para o presente ou para o futuro, precisamos, antes de mais nada, entregar nossa vida ao Pai e ter a confiança que ele está ao nosso lado. Deus conhece nossas fragilidades, nossos medos e necessidades e nos guiará sempre pelos melhores caminhos. É como se duas pessoas se associassem uma à outra, e que só conseguirá manter um relacionamento estreito comunicando-se mais abertamente uma com a outra, com respeito mútuo.
Neste nosso tempo atual, o ritmo que a vida nos dita, onde o tempo é cada vez mais escasso, e estamos sempre aceitando nos sobrecarregarmos com nossas relações sociais. nossos empregos, relacionamentos complicados com tendencias malignas, onde tudo acaba por exercer uma atração muito forte e cada vez mais presente. Essas coisas acabam por perturbar nosso coração além do necessário. Sejam pessoas, sejam acontecimentos que vão marcando o mundo, como o aumento de atos violentos, com um viés maligno, essas coisas vão atrapalhar nosso relacionamento com Deus. Acabamos nos afastando de Deus quando enfrentamos problemas, e estando longe é difícil aquietar e nos aproximarmos de Deus e buscar Dele orientação, esclarecimento, acolhimento. Nossa tendencia é buscar resolver tudo com nossa força de vontade e capacidade intelectual, sem orientação ou propósitos corretos. Como resolver?
“Ao que Jesus lhes disse: — Tenham fé em Deus. Porque em verdade lhes digo que, se alguém disser a este monte: “Levante-se e jogue-se no mar”, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso digo a vocês que tudo o que pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim será com vocês.” Marcos 11:22-24
“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando, pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento.” Tiago 1:6
Nessa relação de entrega e escuta é preciso confiarmos nossa vida ao Pai, é preciso nos mantermos atentos às suas respostas e chamados, acreditando, sempre, que ele é o nosso abrigo, nossa rocha. É o que podemos enxergar e refletir, exercitarmos como nos ensina o Salmo 31:
“Em ti, Senhor, me refugio; não seja eu jamais envergonhado; livra-me por tua justiça. Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa; sê o meu castelo forte, cidadela fortíssima que me salve. Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás.” Salmos 31:1
FORTALECENDO A FÉ
“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem.”(Hebreus 11:1)
“Ao que Jesus lhes disse:— Tenham fé em Deus.” (Marcos 11:22)
“Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus;“(Efésios 2:8)
A fé é um dom de Deus que se fortalece através de nossas orações e momentos de conexão com Cristo. Ao iniciarmos o dia, nada melhor que renovarmos nosso compromisso com a capacidade de crer em Deus e também em nossos irmãos. A fé precisa ser alimentada constantemente, a cada instante é preciso se exercitar na fé, tal um atleta que precisa se exercitar para criar força. Um músculo depende de alimento, mas se não houver exercício, aumenta, mas de gordura, flácido e fraco.
“Eu creio! Ajude-me na minha falta de fé!” (Marcos 9:24)
Diante de uma situação em que os discípulos não souberam como exercer a fé, foi preciso que Jesus repreendesse aquele instante de incredulidade, e um homem assumindo sua fraqueza na fé, passou a crer e recebeu seu milagre. Fé não é um posicionamento, jogo de palavras apenas, é algo sobrenatural.
“Ao que o Senhor respondeu: — Se vocês tivessem fé como um grão de mostarda, diriam a esta amoreira: “Arranque-se e transplante-se no mar.” E ela obedeceria.” (Lucas 17:6)
Quando Jesus declara em comparação que a fé é como um grão de mostarda está mostrando que não importa o tamanho, mas a força. Até mesmo uma pequena semente consegue mover-se sob a terra e fazer subir acima do solo. Ninguém vê a semente enterrada, apenas será vista quando a mesma brotar. Assim a fé não é pela aparência, mas pelo poder de Deus.
“E o Deus da esperança encha vocês de toda alegria e paz na fé que vocês têm, para que sejam ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” (Romanos 15:13)
ESPERANÇA E RENOVAÇÃO
“Esperança adiada faz adoecer o coração; desejo cumprido é árvore de vida.” (Provérbios 13:12) “Porque na esperança fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança. Pois quem espera o que está vendo?” (Romanos 8:24) “Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé.” (Gálatas 5:5) “Pois tu és a minha esperança, Senhor” (Salmos 71:5)
A esperança é um sentimento muito positivo em nossas vidas. Com ela, passamos a encarar as nossas trajetórias com mais sentido e perspectiva. É convicção da realidade de algo que esperamos. É algo maior que a expectativa, é confiança. A Bíblia nos diz: “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor, seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade.” (Salmos 146:5,6)
Igualmente, quando falamos em esperança, logo também nos referimos à confiança que temos em Deus. Ao crermos no Pai, passamos a encarar nossas vidas com mais calma e paz interior, respeitando o tempo dos acontecimentos.
“Bendito aquele que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, porque as suas folhas permanecem verdes; e, no ano da seca, não se perturba, nem deixa de dar fruto.”(Jeremias 17:7,8)
“Apeguemos-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel.” Hebreus, 10, 23
“Que o Deus da esperança encha vocês de completa alegria e paz na fé, para que vocês transbordem de esperança, pela força do Espírito Santo.” (Romanos, 15,13)
RENOVAÇÃO
Por fim, quando estamos passando por momentos difíceis, com a impressão de que a cada dia eles aumentam, ou até mesmo quando buscamos algum sentido em tudo que estiver acontecendo, ainda assim deixemos que a Palavra de Deus nos estimule a fé e mantenha viva nossa esperança. É preciso criar o hábito diário e meditar, de buscar manter sempre viva a conexão com o Pai. Certamente nosso coração transbordará de alento e alegria.
Paulo sempre se apresentava seguro e convicto, e em todos os momentos sua satisfação estava em gloriar-se na expectativa da glória de Deus:
“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual obtivemos também acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência e a experiência produz esperança. Ora, a esperança não nos deixa decepcionados, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado.” (Romanos 5:1-5)
Ao sermos expostos à revelação da glória de Deus é que percebemos que há muito mais do que podemos imaginar, há muito mais além da existência humana. Quem nos alimenta e sustenta nossa fé são as Escrituras Sagradas. A ela devemos nos apegar e buscar sentido para tudo:
“Pois tudo o que no passado foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.”(Romanos 15:4)
“Por isso não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso ser exterior se desgaste, o nosso ser interior se renova dia a dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.” (2 Coríntios 4:16-18)
“Que o próprio Jesus Cristo, nosso Senhor, e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, console o coração de vocês e os fortaleça em toda boa obra e boa palavra.”(2 Tessalonicenses 2:16,17)
As más notícias aos nos bombardearem, acabam por enchermos de um pessimismo assustador. Mas as Boas Novas do Evangelho estão para dar a todos quantos queiram esperança. Não importa o quão desanimados possamos estar. Muitas pessoas estão sendo oprimidas por conta da decepção que a vida lhes trouxe, acabam ficando doentes e não conseguem enxergar esperança alguma. Mas nossa esperança vem de Deus, está em Deus e vai em direção a Deus e Seu Cristo, nossa única garantia de vitória.
“Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação e perseverem na oração.” (Romanos 12:12)
Para os que professam sua fé em Cristo Jesus, a Páscoa está relacionada diretamente à morte e ressurreição de Jesus. Nos Evangelhos estão registrados vários relatos de celebração da Páscoa durante a vida de Jesus:
-“Todos os anos os pais de Jesus iam a Jerusalém, para a Festa da Páscoa.” Lucas 2:41
–“Estando próxima a Páscoa dos judeus, Jesus foi para Jerusalém.” João 2:13
-“Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado dentre os mortos.” João 12:1
–“Antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” João 13:1
Nessa época um cordeiro era sacrificado na área do Templo e seu sangue era espargido por um sacerdote sobre o altar. A refeição podia ser consumida em qualquer casa da cidade. O costume era reunirem-se em grupos, assim como foi feito no Cenáculo por Jesus e seus discípulos.
Nessa ocasião, estima-se entre 60 mil e até 180 mil judeus passando por Jerusalém, a festa era vedada aos gentios, mas se aceitava os prosélitos que satisfizessem as exigências para a celebração.
Jesus e a Páscoa
“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” Isaías 53:6,7
João, o Batista declarou:
“vendo que Jesus vinha em sua direção, João disse: — Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João 1:29
Durante a Festa da Páscoa em Jerusalém Jesus foi traído, preso e crucificado. Considerando que era sexta-feira quando tudo aconteceu, na quinta-feira anterior Jesus e seus discípulos comeram o cordeiro pascal. A última ceia pascal, dentro de uma tradição dada no Egito. Ninguém mais deveria sacrificar um cordeiro, pois o Cordeiro de Deus seria sacrificado, um sacrifício derradeiro e perfeito, não seria necessário qualquer complemento.
Com a última Páscoa nasceu a primeira Ceia. Um memorial para celebrar a lembrança do sacrifício de Cristo em nosso lugar.
A Páscoa judaica era uma celebração temporária, Cristo é a nossa Páscoa perfeita. Paulo foi claro em: “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.” 1 Coríntios 5:7. Ali Seu sangue foi derramado satisfazendo a justiça de Deus, por isso Páscoa, para nós, significa que pelos méritos de Jesus naquela cruz, a ira de Deus “passa” por nós como que pelos antigos umbrais do Egito, pois o precioso sangue de Cristo nos justificou.
“Pois eu digo a vocês que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus. E, pegando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: — Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois da ceia, pegou o cálice, dizendo: — Este cálice é a nova aliança no meu sangue derramado por vocês.” Lucas 22:18-20
A celebração da Páscoa com Cristo não tem nada a ver com os símbolos conhecidos hoje em nosso tempo. O verdadeiro significado da Páscoa, está escrito na Bíblia, e hoje podemos considerar a maior das festas cristãs, mais até que o Natal. Pois se no Natal é anunciado o nascer de Jesus, na Páscoa é anunciada nossa passagem da escravidão do pecado e da morte para a liberdade da vida em Deus.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16) “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.” (Romanos 5:8) “e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1:7) “Se com a boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo.” (Romanos 10:9)
Jesus disse que o maior mandamento é amar a Deus, nada é mais importante que isso. O que significa que Ele reina acima de todas as coisas, acima de todo sentimento. Que Ele deve ser a prioridade em nossas vidas. Que Ele de fato se assenta e reina em nós e sobre nós. Nosso Senhor Jesus nos ensina:
“Chegando um dos escribas, que ouviu a discussão entre eles e viu que Jesus tinha dado uma boa resposta, perguntou-lhe: — Qual é o principal de todos os mandamentos? Jesus respondeu: — O principal é: “Escute, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!”(Marcos 12:28,29);
— Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Jesus respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.“(Mateus 22:36-39).
A tradição judaica identifica cerca de 613 mandamentos inscritos no Pentateuco, mas Jesus sintetizou toda a Lei indicando o amor, primeiro dirigido a Deus como Senhor, e depois para o ser humano. O que nos indica que, antes de qualquer coisa, devemos amar a Deus sobre todas as coisas, e refletirmos esse amor de Deus para com os nossos semelhantes.
Mas como o amor a Deus se expressa?
Para explicar como o amor a Deus deve ser, Jesus nos ensina que devemos amar a Deus de maneira completa, precisamos usar o coração, a alma e nossas forças.
Amar a Deus de todo coração
O coração representa o centro de todas as nossas emoções e nossos desejos. O quanto desejamos a Deus sinceramente? Queremos, e de fato o buscamos, para com Ele estarmos desfrutando da Sua presença? Em algum momento de nossa correria moderna deixamos brilhar a ideia de passar tempo com Deus certos de que nos trará alegria?
O ser humano deve amar a Deus com todas as suas faculdades mentais, dadas pelo próprio Deus, e usarmos todas na sua plenitude. Como diz: “Bendiga, minha alma, o Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.”(Salmos 103:1”)
Quando você ama a Deus de todo o seu coração, você encontra prazer e alegria nas coisas de Deus. Mas isso exige uma entrega total. Uma verdadeira rendição de tudo que somos e possuímos ao senhorio do Senhor. Todo o coração. Toda a alma. Todo o entendimento. Toda força. Nosso amor a Deus não deve deixar espaço para dúvidas.
“alma”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/alma [consultado em 30-03-2023].
Ainda, consciência, espírito, no sentido figurado o que dá força e vivacidade, essência ou fundamento, índole.
Nossa alma é nossa personalidade, nossos pensamentos, nosso entendimento, aquela voz audível dentro de nós. Diante disso tudo, procuramos conhecer mais de Deus? Empenhamos toda a nossa capacidade para nos aproximarmos Dele e termos uma relação com Ele?
Amar a Deus vai além do emocional que sentimos, deve ser uma decisão racional. Escolhemos amar a Deus. Escolhemos buscar a Deus. É um ato consciente, que implica em disciplina e força de vontade. Devemos querer dirigir nossos pensamentos em direção a Deus.
Amar a Deus de todo o entendimento
Amar a Deus com todo nosso entendimento significa que devemos amar a Deus com todo o nosso ser, inclusive o pensar. Costumamos dizer que amamos “de todo o coração” e até “de toda a minha alma”, mas podemos amar com a nossa mente? Amar a Deus com toda a nossa mente é levar cativo nosso pensar a Deus. Ter o nosso pensamento centrado em Cristo. Quando pensamos nas coisas que Deus fez através de Cristo Jesus, esse pensar faz com que nosso amor desperte.
Amar com todo o entendimento quer dizer que precisamos de Jesus Cristo, o Rei do entendimento, para aprender o que é o amor. Somente Jesus Cristo pode nos explicar o que é o amor, abrindo nossos olhos. Logo, devemos procurá-lo ou jamais saberemos amar e sem isso é impossível ser feliz. Porque também está escrito sobre o amor:
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará. O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará.”(1 Coríntios 13:1-8)
E este é o desafio. Todo o nosso pensar, todo nosso tipo de pensamento empenhar em Deus. Paulo nos instiga: “busquem as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensem nas coisas lá do alto, e não nas que são aqui da terra.” (Colossenses 3:1,2)
Como posso buscar algo em que não penso? Como posso adorar a Deus se não vivo o que Dele sei e o que Ele espera de mim?
Se pouco sei, coloco em prática e busco aprender mais. O nosso problema é que sabemos muito e pouco praticamos. Nos escondemos atrás do nosso conhecimento, seja parco ou vasto.
Nosso pensamento não tem muros ou cercas, se o deixarmos livre iremos para longe de Deus.
Amar a Deus de todas as suas forças
Amar a Deus de todas as nossas forças implica usar nosso corpo, todas as nossas ações e todas as palavras que dissermos. É usarmos de toda a nossa capacidade, o talento e habilidade que Deus nos deu como forma de glorificar ao Pai. A forma como vivemos e agimos reflete nosso amor por Deus?
Amar a Deus com toda nossa energia, nossas capacidades, dons, significa estar a serviço de Deus. Significa que não devemos medir esforços quando se trata do nosso nível de energia em demonstrar o nosso amor a Deus. É refletir o amor de Deus em nossas vidas, irradiando aos que orbitam à nossa volta.
“Naquele dia vocês saberão que eu estou em meu Pai, que vocês estão em mim e que eu estou em vocês. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.”(João 14:20,21)
Amar com todas as forças é quando precisamos dar nosso máximo para amar a Deus mesmo quando passamos por dificuldades. Mesmo em momentos difíceis é preciso decidir amá-lo, e nem sempre isso é fácil.
E segundo a Bíblia, o que é o amor?
A Bíblia nos diz que o amor é muito poderoso, pois é capaz de mudar a forma como nos relacionamos com outras pessoas. Em 1 Coríntios 13, a descrição do amor perfeito. aquele que vem de Deus:
– O amor produz um bom caráter (O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso,1 Coríntios 13:4)
Quem vive o amor em seu coração vive uma vida diferente. O amor produz boas qualidades, como a paciência e a bondade, e afasta atitudes negativas, como a inveja e o orgulho. O amor transforma o coração. Paulo nos exorta a adotarmos um amor com propósito, um amor persistente e atento às perspectivas. É escolher amar ao próximo, mesmo contra nossa própria vontade. Amar mesmo a quem nos ofendeu e acima de tudo, não esmorecer, quando o cansaço nos tomar, quando as frustrações se avolumarem.
– O amor é altruísta (não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal.1 Coríntios 13:5)
Amor altruísta é aquele em pensamos mais nos outros do que em nós mesmos, enquanto o amor egoísta é aquele em que só pensamos em nós, onde não há questões como a felicidade do próximo. Amor egoísta é troca. Quando dá algo espera algo de volta. Nosso maior exemplo de amor altruísta é o próprio Cristo.
Todo ser humano quer ser alvo de um amor incondicional, todos queremos ser amados e respeitados, não importa o que façamos. Mas quantas vezes estamos realmente dispostos, a corresponder a esse amor?
Devemos nos constranger pelo amor de Deus por nós, e não pelo que esperamos das outras pessoas. Onde há amor, não há lugar para egoísmo, rancor nem maus-tratos. O amor muda nossos relacionamentos.
– O amor é justo (O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 1 Coríntios 13:6)
A verdade não coaduna com a injustiça, pois a injustiça também é causada pela mentira. Quem tem amor não busca injustiças, não comete injustiças contra outras pessoas, antes exalta de alegria quando a verdade prevalece. A verdade faz bem e liberta.
– O amor dá força (O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.1 Coríntios 13:7)
Muitas coisas na vida são difíceis, mas o amor ajuda a superar todas. O amor é uma fonte de força e esperança nos momentos mais escuros da vida. Paulo declara que o amor sempre irá proteger, sabe esperar e perseverar, permanece sempre firme, mesmo que as circunstâncias sejam contrárias e desagradáveis. O mais puro e elevado dos dons do Espírito Santo é a graça do amor divino.
– O amor nunca perece (O amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará.1 Coríntios 13:8)
O amor é mais que um sentimento. Os sentimentos mudam, mas o amor continua. O amor é uma escolha, uma forma de viver, um poder que vem diretamente de Deus. O amor de Deus é eterno e ninguém o consegue destruir. Todas as outras coisas poderão passar, mas o amor que vem de Deus nunca vai acabar. Mesmo quando chegarmos à eternidade, onde não haverá a necessidade de profecias, falar em línguas, etc., o amor persistirá. Deus é eterno e eterno o Seu amor.
“Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” (Tiago 2:17), assim também, palavras sem amor e sem ações práticas não são nada: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará.” (1 Coríntios 13:1-3)
Podemos de alguma forma ter ideia do quanto Deus nos ama? Mas com certeza podemos dizer que o amor de Deus pode tocar nosso coração e mudar nossa vida. Veja por quê:
Deus nos amou primeiro
“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus nos amou de tal maneira, nós também devemos amar uns aos outros.” 1 João 4:10,11
Deus é nosso amigo
“Ninguém tem amor maior do que este: de alguém dar a própria vida pelos seus amigos. Vocês são meus amigos se fazem o que eu lhes ordeno. Já não chamo vocês de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas tenho chamado vocês de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes dei a conhecer. Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, eu os escolhi” João 15:13-16
O amor de Deus é incondicional
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores. “Romanos 5:8
Mais que amor de mãe
“Será que uma mulher pode se esquecer do filho que ainda mama, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, porém, não me esquecerei de você. Eis que eu gravei você nas palmas das minhas mãos; as suas muralhas estão continuamente diante de mim.” Isaías 49:15,16
Você é filho de Deus
“Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.
Amados, agora somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. 1 João 3:1,2
O amor de Deus protege
“De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; ele é a minha forte rocha e o meu refúgio.” Salmos 62:7
“Mas Deus os salvou por amor do seu nome, para lhes revelar o seu poder.” Salmos 106:8
Jesus deu tudo
“Não digo isto na forma de mandamento, mas para provar se o amor de vocês é sincero, comparando-o com a dedicação de outros. Pois vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que, por meio da pobreza dele, vocês se tornassem ricos.” 2 Coríntios 8:8,9
“Quem é semelhante ao Senhor, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? Ele levanta o pobre do pó e tira o necessitado do monte de lixo, para o fazer sentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo. O Senhor faz com que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!” (Salmos 113:5-9)
Não há nada que se compare ao nosso Deus! Por mais que se tente mensurar a grandeza e excelência do Senhor, é impossível termos a percepção completa de quem é Ele. Nossa percepção não atinge um grau maior do que nossa limitação finita e mortal, e por mais que tentemos descrevê-lo, com toda a nossa imaginação e pretensa sabedoria que acumulamos, tudo sempre será muito aquém do que de fato Deus pode, faz e é!
“Com quem vocês querem comparar Deus? Com que imagem vocês o podem confrontar?” (Isaías 40:18)
Tudo que fazemos, sendo imagem e semelhança de Deus, por mais belo e admirável que seja não se compara a Deus. Nada do que já registramos em nossa história, ou das coisas que ainda iremos descobrir, ou ainda nossa capacidade de fazer coisas boas, ainda assim não podemos ser comparados ao amor e perfeição do nosso Deus.
No livro de Isaías, Deus mesmo pergunta ao Seu povo, tão inclinados e sedentos de ver a Deus, e que vão em busca de ídolos e imagens de esculturas: “Com quem vocês vão me comparar? A quem eu seria igual?” — diz o Santo.” (Isaías 40:25)
Nada há que se compare à santidade, justiça e poder de Deus. Não importa o quanto se busque, o quanto se entregue. O salmista nos afirma: “Não há entre os deuses quem seja semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.” (Salmos 86:8)
Não há nada ou outro que lhe seja igual, seja na terra ou seja nos céus! Não existe outro ser, nenhum outro deus que se compara ao Senhor. Mesmo havendo atributos comunicáveis às criaturas, não passam de imitações baratas de ídolos e falsos deuses, Ele é o Grande “Eu Sou”, o Criador supremo.
Então por que a Bíblia faz comparações?
Mas, por que a Bíblia faz algumas comparações ou analogias a Deus?
Deus não cabe numa definição simplista, e não temos essa capacidade de criar tal definição. Seria preciso de muitas palavras para, ao menos, tentar descrevê-lo, e ainda estaríamos sempre aquém. Por isso o uso de metáforas e alegorias, que os autores humanos usaram para demonstrar ou ensinar sobre as características de Deus.
Como nós mesmos costumamos fazer quando queremos evidenciar uma característica de outra pessoa, fazemos uma alusão às qualidades dessas pessoas. Exemplo: Fulano é um touro; Beltrano é uma máquina. Não significa que eles são animais ou robôs, apenas fazemos uma ilustração das qualidades próprias daquelas pessoas.
Vejamos alguns exemplos de comparação (ou metáforas) relativas a Deus, na Bíblia:
“Porque o nosso Deus é fogo consumidor.”(Hebreus 12:29)
“— Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram!”(Mateus 23:37)
“— Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, mas vocês não quiseram!”(Lucas 13:34)
“O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de angústia.”(Salmos 9:9)
“O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.”(Salmos 46:11)
“Mas o Senhor é o meu alto refúgio; o meu Deus é o rochedo em que me abrigo.” (Salmos 94:22)
“o meu Deus, o meu rochedo em que me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu alto refúgio. Ó Deus, tu me salvas da violência.” (2 Samuel 22:3)
“Só ele é a minha rocha, a minha salvação e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.”(Salmos 62:6)
“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.”(Salmos 23:1)
“ele é escudo para todos os que nele se refugiam.”(Salmos 18:30)
“Olha, ó Deus, escudo nosso”(Salmos 84:9)
“Toda palavra de Deus é pura. Ele é escudo para os que nele confiam.”(Provérbios 30:5)
“ele é escudo para todos os que nele se refugiam.”(2 Samuel 22:31)
“Nunca mais o sol será a sua luz durante o dia, e o resplendor da lua nunca mais a iluminará; pois o Senhor será a sua luz perpétua, e o seu Deus será a sua glória. O seu sol nunca se porá, e a sua lua nunca minguará, porque o Senhor será a sua luz perpétua, e os dias do seu luto chegarão ao fim.” (Isaías 60:19,20)
“Porque o Senhor Deus é sol e escudo”(Salmos 84:11)
Este salmo diz-nos que o Senhor é sol, e de fato, Ele é a Luz eterna, salvação, escudo e proteção.
Em algum momento desta nossa vida já paramos por um instante sob o sol brilhante e pensamos o quão é importante para a vida a existência do sol? Não apenas por sua luz e seu calor, que são extremamente necessários para nossa vida, e para todo o planeta com seus incontáveis submundos existentes dependentes do astro rei, como disse o poeta. A vida no planeta está devidamente ajustada em seus ciclos e estações, como também no espaço serve de orientação para o vasculhar da imensidão do espaço. E ainda é vital para que nossa saúde física e mental permaneça em equilíbrio. Um astro de fundamental importância para o que conhecemos hoje por vida.
Assim também é Deus quando está no centro de nossas vidas, tal qual o sol no sistema solar. O Senhor é a indispensável fonte de vida que sustenta toda a Criação. E ainda assim, toda a linguagem poética ou pedagógica não consegue equiparar Deus a nada que exista no mundo.
Tudo é comparação Limitada.
Mesmo quando fazemos a comparação com o poderoso sol, é tudo restrito, pequeno, quando consideramos a infinita grandeza do Pai Eterno. Deus criou o sol e todas as estrelas. O sol é apenas uma referência que nossa mente finita e limitada considerou como grandeza para tentar mensurar o poder do Senhor.
A distorção.
Adorar a criatura em vez do Criador.
Uma multidão se entrega aos astros em busca de orientação sobre suas vidas. Culturas que adoram o sol como uma divindade. Hoje sabemos que o nosso sol nem é o maior entre os sóis. Existem outros tantos bem maiores. Mas o que importa é que todos foram criados pelo poder da Palavra de Deus, e não há nada, nem ninguém, maior que Ele. O Senhor é totalmente incomparável com tudo que existe.
“Não há ninguém semelhante a ti, ó Senhor! Tu és grande, e grande é o poder do teu nome. Quem não temeria a ti, ó Rei das nações? Porque isto te é devido. Porque entre todos os sábios das nações e em todo o seu reino não há ninguém semelhante a ti.”(Jeremias 10:6,7)
Através do estudo da Bíblia, a Palavra de Deus, conhecemos as qualidades do Senhor, seus grandes feitos, e então podemos vislumbrar uma réstia de Seu imenso poder, Sua sabedoria e Sua infinita graça. YHWH o criador de todas as coisas, de todas as estrelas e as incontáveis galáxias, com seus infindáveis planetas esparramados por todo o universo. Esse é o nosso Deus. O Criador incomparável.
“O Senhor fez a terra pelo seu poder. Com a sua sabedoria, estabeleceu o mundo; e, com a sua inteligência, estendeu os céus.” (Jeremias 10:12)
Seu poder incomparável.
“Peço que ele ilumine os olhos do coração de vocês, para que saibam qual é a esperança da vocação de vocês, qual é a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual é a suprema grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder.” (Efésios 1:18,19)
Deus é eterno.
“Será que você não sabe, nem ouviu que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? A sabedoria dele é insondável.” (Isaías 40:28)
Seu amor incomparável.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”(João 3:16)
Deus único, digno de glória.
“a este Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, para sempre. Amém!”(Romanos 16:27)
“Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória para todo o sempre. Amém!”(1 Timóteo 1:17)
Agora Deus fala por intermédio de Seu Filho Jesus:
“O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,”(Hebreus 1:3)
E Ele deseja que vivamos o Seu verdadeiro amor. Confie no soberano Senhor e busque conhecê-lo mais através da Sua Palavra.
“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”(João 17:3)
Significado: Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão.
Ação real demonstrada pelo sentimento de misericórdia; perdão concedido unicamente por bondade; graça. in https://www.dicio.com.br/misericordia
Quantas vezes a invocamos em nosso favor em meio ao desespero diário? Quantas vezes não a deixamos de lado, escondida, oculta, quando dirigidas em súplicas para nós?
A MISERICÓRDIA DO SENHOR, o que é?
“Jesus prosseguiu, dizendo: — Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de alguns ladrões. Estes, depois de lhe tirar
a roupa e lhe causar muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Por casualidade, um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho e, vendo aquele homem, passou de largo. De igual modo, um levita descia por
aquele lugar e, vendo-o, passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou perto do homem e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, aproximando-se, fez curativos nos ferimentos dele, aplicando-lhes óleo e
vinho. Depois, colocou aquele homem sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, separou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: “Cuide deste homem.
E, se você gastar algo a mais, farei o reembolso quando eu voltar.” Então Jesus perguntou: — Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões?
O intérprete da Lei respondeu: — O que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: — Vá e faça o mesmo.” Lucas 10:30-37
Trazendo à nossa realidade, estamos sempre desempenhando esses mesmos papéis, muitas vezes contrastante, seja no papel do sacerdote, seja no papel do levita, poucos como
o samaritano. Mas todos com certeza, no papel do viajante atacado, largado quase morto, quase esquecido à beira da estrada, ou como uma lembrança de estorvo, lembrança desagradável. E estamos sempre
relutando em demonstrar compaixão com o próximo, estamos sempre pensando em troca e nunca, ou quase nunca, em ajudar por amor, sem esperar qualquer recompensa, sem esperar algo em troca.
Encontramos em Efésios 2:4-6 : “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça
vocês são salvos — e juntamente com ele nos ressuscitou e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus.”
Qual o nosso valor, ou o que poderíamos ter feito, que movesse a misericórdia de Deus em nosso favor? Ainda assim, Ele nos deu a salvação. Sua graça,
amor e misericórdia se derrama sobre nós em todo o tempo, o tempo todo, sem cessar. Assim somos, viajantes deixados à beira da estrada, meio que mortos em nossos delitos. Criamos religiões, filosofias
e mais um punhado de penduricalhos na ânsia de nos ajudar-nos, mas tudo passa ao largo. Como o sacerdote e o levita. E o Senhor, que é rico em misericórdia nos estende a mão, nos livra das trevas
e nos leva para o reino do Filho.
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança,
mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que não pode ser destruída, que não fica manchada, que não murcha e que está reservada nos
céus para vocês, que são guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para ser revelada no último tempo.” 1 Pedro 1:3-5
“Dificilmente alguém morreria por um justo, embora por uma pessoa boa alguém talvez tenha coragem para morrer. Mas Deus prova o
seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.” Romanos 5:7,8
Estávamos esquecidos, mortos. E o Senhor cheio de amor, misericórdia e compaixão, Ele então nos estende Sua mão e nos resgata, faz-nos vivos outra
vez. Sendo, todos nós ainda indignos, nos vestiu de dignidade. Embora pecadores, nos deu vestes de justiça. Embora numa situação de separação, inimigos Seus que eramos, Ele nos reconciliou
consigo mesmo. Estávamos envoltos em trevas, mas fomos transportados para o reino da luz do Filho do Seu amor, por Sua graça e misericórdia dispensadas para cada um de nós.
VASOS DE MISERICÓRDIA
Não é pelo tanto que fazemos, nem mesmo pelo que fazemos, por nossa própria força e coragem, poder, mas sim, e exclusivamente pela misericórdia de
Deus. Sem a Sua misericórdia, por nós mesmos, nada há que possamos fazer.
Paulo nos diz:”Que diremos, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência
os vasos de ira, preparados para a destruição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para glória?
Estes vasos somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios, como também diz em Oseias: “Chamarei de ‘meu povo’ ao que não
era meu povo; e de ‘amada’ à que não era amada.” Romanos 9:22-25
Éramos vasos de ira, agora resgatados somos vasos de misericórdia preparados por Deus, preparados para a Sua glória. Pois:
“Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos.” Lucas 1:51
“Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia,
por causa da tua bondade, ó Senhor .” Salmos 25:7
“Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,” Salmos 33:18
“Muitos são os sofrimentos do ímpio, mas o que confia no Senhor , a misericórdia o cercará.” Salmos 32:10
“Pois a tua misericórdia se eleva até os céus, e a tua fidelidade, até as nuvens.” Salmos 57:10
“Responde-me, Senhor , pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias.”
Salmos 69:16
“Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e bondoso, tardio em irar-se e grande em misericórdia e fidelidade.” Salmos 86:15
“Pois quanto o céu se eleva acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.” Salmos 103:11
Se pudéssemos resumir, seria: Deus é rico em misericórdia, e nos gerou por Sua grande misericórdia; Seus caminhos são misericórdia e verdade,
e se estendem diante de Seus olhos; toda a terra recebe Sua misericórdia sem cessar, as gerações se sucedem mas Sua misericórdia não muda para aqueles que O temem; Seus olhos estão
atentos aos que confiam em Sua misericórdia; Sua misericórdia é boa e preciosa; Deus age como Pai bondoso e se compadece daqueles o temem e O buscam; Sua misericórdia abraça toda a criação;
todos nós somos vasos de misericórdia, preparados por Ele para Sua gloria”
EXEMPLOS DE MISERICÓRDIA DO SENHOR
A misericórdia de Deus acompanha a história da humanidade desde seu inicio, desde sua criação, e continuou após a queda do homem. Vejamos alguns exemplos
da misericórdia do Senhor:
“E Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos.” Daniel 1:9
“Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo
desde a terra do Egito até aqui.” Números 14:19
“E Jacó orou: — Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor , que me disseste: “Volte para
a sua terra e para a sua parentela, e eu farei bem a você”, sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com o teu servo. Pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão;
já agora sou dois grupos.” Gênesis 32:9,10
“Porém o Senhor teve misericórdia de Israel, se compadeceu deles e voltou-se para eles, por amor da aliança com
Abraão, Isaque e Jacó; e não quis destruí-los e, até agora, ainda não os expulsou da sua presença.” 2 Reis 13:23
“Mas Ló disse a eles: — Assim não, meu Senhor! Eis que o teu servo encontrou favor diante dos teus olhos, e engrandeceste
a tua misericórdia para comigo, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para o monte, pois receio que a destruição vá me alcançar, e eu morra.” Gênesis 19:18,19
“E o dono de José o tomou e o lançou na prisão, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali José
ficou na prisão. O Senhor , porém, estava com José, foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro.” Gênesis 39:20,21
A misericórdia do Senhor acompanhou a descendência de Adão, livrou Noé, acompanhou Abraão e Isaque(Gênesis 24: 1-25), Jacó, José
e todo o Israel, na Antiga Aliança.
A misericórdia do Senhor é imensurável, não há como contê-la em medidas. A misericórdia de Deus não é algo que é
dado em algumas ocasiões ou determinadas oportunidades, num período qualquer. Ela é constante, permanente. É uma característica própria de Deus e de Sua natureza.
E o próprio Senhor nos aconselha:
“Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que adentrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.
Porque não temos sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; pelo contrário, ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Portanto, aproximemo-nos
do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.” Hebreus 4:14-16
Todos precisamos de misericórdia. Ninguém sobrevive sem a misericórdia de Deus, por isso cheguemos com confiança. Abramos nosso corações a
Deus, peçamos a Sua misericórdia, que Sua compaixão não se afaste de nós. Como fez o salmista:
“Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal. O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e
o faz feliz na terra; não o entrega à vontade dos seus inimigos.” Salmos 41:1,2
“Senhor , não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Tem compaixão de mim, Senhor , porque eu me sinto
debilitado; sara-me, Senhor , porque os meus ossos estão abalados.” Salmos 6:1,2
“Compadece-te de mim, Senhor ; vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte;”
Salmos 9:13
“Volta-te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito. Alivia-me as tribulações do coração;
tira-me das minhas angústias. Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados.” Salmos 25:16-18
“Ouve, Senhor , e tem compaixão de mim; sê tu, Senhor , o meu auxílio.” Salmos 30:10
“Compadece-te de mim, Senhor , porque estou angustiado; de tristeza se consomem os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.” Salmos 31:9
“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as
minhas transgressões.” Salmos 51:1
“Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e bondoso, tardio em irar-se e grande em misericórdia e fidelidade. Volta-te para mim
e tem compaixão de mim; concede a tua força ao teu servo e salva o filho da tua serva.” Salmos 86:15,16
Ninguém que buscar a misericórdia do Senhor é deixado vazio. Entre tantos casos citamos:
Paulo :
“Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, que sou o principal pecador, Cristo Jesus
pudesse mostrar a sua completa longanimidade, e eu servisse de modelo para todos os que hão de crer nele para a vida eterna.” 1 Timóteo 1:16
Os homens cegos:
“Saindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: — Tenha compaixão de nós, Filho de Davi! Quando ele entrou em
casa, os cegos se aproximaram, e Jesus lhes perguntou: — Vocês creem que eu posso fazer isso? Eles responderam: — Sim, Senhor! Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: — Que se faça
com vocês conforme a fé que vocês têm. E os olhos deles se abriram. Jesus, porém, os advertiu severamente, dizendo: — Tenham cuidado para que ninguém fique sabendo disto. Eles,
porém, saíram e espalharam a notícia a respeito de Jesus por toda aquela terra.” Mateus 9:27-31
A mulher de Canaã
“Saindo dali, Jesus foi para a região de Tiro e Sidom. E eis que uma mulher cananeia, que tinha vindo daqueles lados, clamava:
— Senhor, Filho de Davi, tenha compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoniada. Jesus, porém, não lhe respondeu palavra. Então os seus discípulos, aproximando-se,
disseram: — Mande-a embora, pois vem gritando atrás de nós. Mas Jesus respondeu: — Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ela, porém, veio e o adorou,
dizendo: — Senhor, me ajude! Jesus respondeu: — Não é correto pegar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos. A mulher disse: — É verdade, Senhor, pois os cachorrinhos
comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então Jesus exclamou: — Mulher, que grande fé você tem! Que seja feito como você quer. E, desde aquele momento, a filha dela ficou curada.”
Mateus 15:21-28
O pai com o filho endemoniado
“E eis que, do meio da multidão, surgiu um homem, dizendo em alta voz: — Mestre, peço que o senhor olhe o meu filho, porque
é o único que tenho. Um espírito se apodera dele, e, de repente, o menino grita, e o espírito o convulsiona até espumar; e dificilmente o deixa, depois de o ter maltratado. Pedi aos seus
discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam. Jesus exclamou: — Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês e terei de suportá-los?
Traga o seu filho aqui. Quando o menino estava se aproximando, o demônio o atirou no chão e o convulsionou; mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou ao pai.”Lucas 9:38-42
A misericórdia do Senhor e Sua compaixão para conosco é como a grandeza do próprio Deus, abraça a toda a criação, envolve os céus
e a terra. Estamos cercados por Seu amor e compaixão. Sua misericórdia nos dá vida.
Assim, falem e vivam como pessoas que serão julgadas pela lei da liberdade.
“Porque o juízo é sem misericórdia sobre quem não usou de misericórdia.
A misericórdia triunfa sobre o juízo.” Tiago 2:12,13
“— Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mateus 5:7
“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão
descobertas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” Hebreus 4:13
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos consola em toda a nossa tribulação, para que, pela consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que estiverem em qualquer espécie de tribulação.” 2 Coríntios 1:3,4
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro
do judeu e também do grego. Porque a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: “O justo viverá por fé.”
Paulo nos diz que não devemos nos envergonhar do evangelho, pelo contrário, devemos proclamá-lo a todos, em todo lugar. O evangelho é poderoso,e enquanto outros poderes estão
empenhados em destruição, o evangelho de Cristo é o poder que salva! E para isso basta crer! O único requisito é crer no poder do Evangelho. O Evangelho que nos mostra que Jesus, o Cristo
de Deus, encarnou, viveu entre nós, morreu por nós na cruz, e ressuscitou em favor dos pecadores, por mim e por você. O coração que se abre ao Evangelho recebe o poder de Deus que destruirá
tudo que nele houver, para fazer com que fiquemos a cada dia, mais parecidos com Jesus.
A carta de Paulo aos romanos é considerada sua mais importante epístola. Exerce forte influência na história da humanidade, e pode muito bem ser comparada
aos quatro evangelhos, pois sintetiza o poder do Evangelho, que o Evangelho é o poder de Deus ilimitado, pois Deus é ilimitado, e que fora do Evangelho não há salvação.
Somente aqueles que colocam sua confiança em Cristo e o recebe como Salvador e Senhor, recebem a salvação. Não importa o que somos ou quem somos. Se grandes
ou pequenos, ricos ou pobres, doutores ou ignorantes, todos somos salvos por Jesus Cristo, através da fé. Uma fé que é graça, fé não meritória, dom de Deus.
QUEM É CRISTÃO, GENUÍNO, NÃO TEM VERGONHA DE FALAR DE JESUS.
Se nos envergonhamos do Evangelho é porque o rejeitamos. Consideramos o Evangelho como algo inferior, que para nada serve. Irrelevante. Quem se envergonha do Evangelho demonstra
sua descrença e falta de fé no Evangelho. A Bíblia nos ensina que quem crê jamais se envergonhará do Evangelho.
O Apóstolo Paulo relaciona os MOTIVOS de seu orgulho pelo Evangelho:
1. O Evangelho é o poder de Deus para salvação– Romanos 1:16 “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” e Colossenses 1:19-20 “Porque Deus achou por bem que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse
consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.”
– O poder de Deus não está no jejum, nas orações, nas confissões
ou nas muitas denominações. – O poder de Deus está no Evangelho.
2. O Evangelho é a verdade – ”Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” João 17:17 ; “Porque nada podemos contra a verdade, senão a favor da verdade.” 2 Coríntios 13:8
3. O Evangelho é o único meio de salvação – ”Nele também vocês, depois que ouviram a palavra da verdade, o evangelho
da salvação, tendo nele também crido, receberam o selo do Espírito Santo da promessa.” Efésios 1:13
“Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6
Jesus não discrimina ninguém. A salvação é para todas os povos, culturas e raças.
4. O Evangelho é a revelação da justiça de Deus – “Porque a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: “O justo viverá por fé.”” Romanos 1:17
Uma justiça que é pela fé, do princípio ao fim.
Empty Tomb Of Jesus Christ At Sunrise With Three Crosses In The Distance – Resurrection Concept
Mas o que vemos hoje é que muitos se envergonham da mensagem genuína do Evangelho e criam adaptações, novas versões do Evangelho, como que readaptando
ideias e métodos humanistas,”corrigindo a rota” da palavra de Deus, que deixa de ser, segundo suas mentalidades, de ser inerrante. “Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito para sempre. Amém!” Romanos 1:25
Deixam de chamar a Jesus de Senhor para chamá-lo de irmão. E em muitos casos, de um irmão “menor”, ou até mesmo de um irmão bastardo. Deixam
de anunciar o arrependimento e denunciar o pecado para anunciar o grande negócio da fé religiosa repleta de benesses e vitórias pessoais, prosperidades individuais e felicidade egoísta. Um evangelho
centrado no humano caído, que busca sempre suavizar a mensagem do Evangelho,para que não se espantem e fujam dos “templos”.
“e, por isso, estou sofrendo estas coisas. Mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso
para guardar aquilo que me foi confiado até aquele Dia.” 2 Timóteo 1:12
A Bíblia também nos ensina que não seremos jamais envergonhados por sofrermos pelo Evangelho. Pois, esse breve padecimento é graça concedida por Deus:
“Porque vocês receberam a graça de sofrer por Cristo, e não somente de crer nele, pois vocês têm o mesmo combate
que viram em mim e que agora estão ouvindo que continuo a ter.” Filipenses 1:29,30
E em algum momento desta breve vida: “Na verdade, todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” 2 Timóteo 3:12
Mas, sempre o mas surgindo em contraponto, dos altos púlpitos o que ouvimos é “pare de sofrer”!, “tenha uma vida vitoriosa”, “conquiste”,
“eu tomo posse”, “eu profetizo”,”eu determino” e muito mais. É certo que em Cristo somos mais que vencedores, mas, não existe vitória sem luta e dor. Ninguém
vence em Cristo sem padecer com Cristo. Não há Evangelho sem cruz
O que nos capacita como vitoriosos não é nosso braço, nossa coragem, nosso saber, nosso status social, cultural, bens, ou nossos relacionamentos, ou qualquer outra
nomenclatura revestida de poder.
Quem nos capacita a vencer é o Espírito Santo agindo em nós. Transformando-nos do interior para o exterior. O Espírito de poder, de amor e de moderação
para pregarmos o Evangelho que vivemos.
“Por acaso eu procuro, agora, o favor das pessoas ou o favor de Deus? Ou procuro agradar pessoas? Se ainda estivesse procurando agradar pessoas,
eu não seria servo de Cristo. Mas informo a vocês, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é mensagem humana, porque eu não o recebi de ser humano algum, nem me foi ensinado,
mas eu o recebi mediante revelação de Jesus Cristo.” Gálatas 1:10-12
Assim como o apostolo Paulo, também nós devemos ter orgulho do Evangelho, pois o Evangelho é o poder de Deus e salvação para todo aquele que crê.
Paulo disse que não tinha vergonha do Evangelho, e por isso anunciava a mensagem mesmo que não estivesse em templos que de alguma forma estivesse relacionados com essa mesma mensagem. Até porque nenhum
templo foio construído como resultado da pregação do evangelho.
O Evangelho é poder, para um propósito definido. É o poder de Deus para a salvação. Esse é o fim e o resultado do Evangelho. Evangelho é
salvação, justificação e glorificação. E por esse Evangelho fui salvo, estou sendo salvo e serei salvo. O Evangelho é pessoal e para todos igualmente. Toda a raça humana,
sem fronteiras ou barreiras, sejam raciais ou religiosas. Qualquer um pode vir. É universal, mas limitado a quem nele acreditar. Só se obtêm a salvação através da fé no sacrifício
da cruz feita por Jesus.
Quando aceitamos a Jesus como nosso Salvador pessoa, Deus vê a nós Nele, em Cristo. Deus nos aceita pelo que Cristo fez por nós. O único método de se
obter essa justiça é pela fé. É uma justiça imputada pela fé. Não há como a conquistar. Não há tarefas a serem cumpridas para alcançá-la.
Não há como comprá-la. Só a alcançamos pela fé. Paulo nos disse em Filipenses 3:9 :”e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, mas aquela que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de
Deus, baseada na fé.” As palavras justiça e justificar são derivadas da mesma raiz. Ser justo é o significado principal, contrário
ao pecado. É o estado onde se resiste à prova de seu julgamento por Deus. É o caráter e os atos de alguém aprovado por Ele, por este estar em perfeita relação com Ele e Sua
vontade, vivendo Seu ideal e padrão. Justiça de Deus é o que Deus exige e é o que Deus fornece.
Deus nos salvou pela fé, e pela fé é que continuamos a viver, e pela fé morreremos e com Ele estaremos.
Justificação pela fé significa que um pecador, todos nós, confia em Cristo, não apenas ser perdoado porque Cristo morreu por nós, por nossos
pecados, mas também se completa em Cristo diante do Pai. A remissão dos pecados vai além pois também adiciona a justiça. Paulo em Romanos 4:23 – 25, disse:”E as palavras “lhe foi atribuído” foram escritas não somente por causa dele, mas também por nossa causa, visto que a nós igualmente nos será atribuído,
a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação.” O ato de justificação de Deus pela fé não é uma decisão arbitrária de Sua parte, pois justificando o pecador Ele não ignora
Sua santidade ou Sua justiça.
Visto que somos salvos pela graça de Deus, não há mérito algum em nós. Não somos salvos por nenhuma outra condição do que confiarmos
em Cristo. Deus seria confrontado com a possibilidade de desafiar Sua própria justiça se a pena não fosse paga. Não há outra porta pela qual o pecador pode adentrar à salvação.
Bíblia online Versão NAA em: https://www.bibliaonline.com.br/naa/index
“E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?” v.15
O natal é comemorado em dezembro, mas já em novembro as cores, tão características dessa época, já começam a surgir por toda a
cidade, pelas casas como uma lembrança e saudação da data, nos comércios como apelo às compras. Quanto mais próximo da data maior, me parece, é o contágio. Árvores
brotam dos ladrilhos e cimentos. Ramos de galhos multicor avançam por portas e janelas. Praças são tomadas por árvores que mostram seus frutos repletos de cores e luzes que disputam com prédios,
e tudo junto rompem uma escuridão noturna, modificando-a. As evidências desse, pseudo, espírito natalino ou marketing sazonal estão aí, às claras.
Difícil encontrar alguém que passa ao largo dessa data sem ser incomodado. Tem a turma que aprecia todo esse “luxo”, sentem-se até extasiados.
Outros já desenvolvem uma visão mais crítica, ou cínica. Isso levanta uma questão mais pessoal: como cada um de nós vemos, como cada um de nós consideramos essa celebração,
o que ela significa para cada um de nós? Qual o seu significado para mim?
Muitos irão celebrar o Natal, com muita comida e bebida, muitas brincadeiras e troca de carinhos e presentes, sem ao menos saber que natividade celebra nascimento, e quem
é esse que nasceu? É mais do que uma história que nos reconforta sobre um bebê nascido numa manjedoura, ou num estábulo, de qualquer forma num lugar que não estava preparado para receber
um nascimento. Como o mundo não estava preparado. E ainda continua não preparado, pois não veem que foi o nosso Criador, que visitando a Sua criação, tornou-se como um de nós, mas
não como nós.
Quando adulto e prestes a completar Sua obra de redenção da Sua criação, Jesus pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem as pessoas,que
o Filho do Homem é?” à época responderam como tantos outros já haviam dito: João Batista, Elias, ou algum outro profeta. Hoje dizemos: Papai Noel, gnomos, ou algum tipo de duende ou
fada. E Jesus lhes pergunta individualmente : “Quem vocês dizem que eu Sou?” e Pedro responde: O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo”
E você? E eu? O que respondemos ?
Mas afinal, quando nasceu Jesus?
O nascimento de Jesus foi a verdade de Deus revelada aos homens ( Hebreus 1:1,2 ). Lucas, evangelista minucioso nos conta que:
– pastores guardavam seus rebanhos durante a vigília da noite ( Lucas 2:8 ) uma vez que o inverno em Israel é rigoroso, não é provável que o nascimento
tenha ocorrido no inverno;
– César Augusto convocou um recenseamento para o povo israelita (Lucas 2:1 ). É pouco provável que tenha sido feito no inverno, já que a locomoção
seria dificultada por ter que vencer as grandes distâncias, mesmo no lombo de um animal, no inverno. Também é bem pouco provável que José arriscaria a vida de sua esposa, Maria, grávida,
numa jornada sem abrigo.- naquele exato momento Zacarias servia no templo ( Lucas 1:5 ), no turno de ABIAS. Qual seja, havia um rodizio em turnos no serviço do templo, cada turno tinha um nome. ABIAS era o oitavo turno.
– Zacarias recebe a anunciação do nascimento de João Batista. Enquanto Lucas 1:23,24 diz que Izabel estava grávida de João Batista.
Vejamos então quando, realmente, Jesus nasceu. Olhando com atenção e cuidado, podemos inferir que Jesus não nasceu em dezembro, e os prováveis
meses seriam setembro ou no mais tardar, outubro, que vem a ser os meses da Festa dos Tabernáculos. Êxodo 12:1,2 e Deuteronômio 16:1, mencionam que a Páscoa é a principal festa do ano e acontece no primeiro mês, que vem a ser Aviv, no calendário religioso
judaico ( Ex 23:15 ).
– 1 Crônicas 24:5-18 nos diz que os sacerdotes se revezavam em turnos de dois turnos/mês e que ABIAS era o oitavo.
Qual seria a dedução lógica para se chegar ao mês de nascimento de Jesus? Deus é um Deus lógico e Nele não há coincidências.
É provável que o primeiro turno dos sacerdotes deveria começar no primeiro mês religioso do calendário, simplesmente porque, para elaborar uma escala de rodizio é necessário
que haja um início, um mês de referencia para que houvesse a organização desse revesamento. Pela importância, podem ter escolhido o mês Aviv, onde se comemora a Páscoa. Se este
pensamento tem lógica e é aceitável, não há dúvidas de que o turno de ABIAS de Zacarias era o oitavo na escala, coincidindo com o mês chamado Tamuz.
A Bíblia diz que poucos dias após Zacarias ter recebido a anunciação sobre o nascimento de João Batista, Izabel, sua mulher ficou grávida.
No sexto mês da gravidez de Isabel (Lucas 1:24,25 e 36 ) no mês de Tevet foi visitada por Maria, mãe de Jesus que acabara de ficar grávida. Se contarmos 6 meses no calendário judaico chegamos ao mês Tevet e nove meses adiante,
para o nascimento, a partir de Tevet, chegamos aos meses de setembro ou mais tarde, outubro, meses que coincidem com o 7º mês do calendário judaico, Tishrei, quando se comemora a Festa dos Tabernáculos.
O calendário judaico é lunar e por isso apresenta diferença entre os meses do calendário gregoriano, que é baseado no sistema solar. No dia 13/12/1990,
foi publicada uma matéria no jornal “Estado de Minas”, em que informava que os computadores do observatório Municipal de Campinas, calcularam a data provável do nascimento de Jesus seria 15/09
do ano 7 dC. Não há argumentos científicos que corroborem essa data, e nem informação bíblica que a contradiga.
A mais bela história de amor que a humanidade já conheceu, foi sendo durante a passagem do tempo, sendo distorcida com acréscimos e mentiras, para tirar o
foco do Natal e da pessoa do Salvador e introduzir coisas deste mundo. Todo espírito que nega que Jesus veio em carne é do anticristo e todo espírito que declara que Jesus veio ao mundo para morrer em
nosso favor, nos resgatando das trevas, é de Deus. Então o Natal verdadeiro, aquele que é de Deus, é aquele que celebra o nascimento de Jesus como Senhor e salvador ( Lucas 2:11 ).
Ignorar os significados dos símbolos é deixar-se ser enganado. Os símbolos bíblicos podem ser usados para ensinar a respeito do Natal, mas não
devem ser venerados, e nem devemos atribuir sentidos místicos a eles, senão perderão se real valor e significado. Usar símbolos extrabíblicos podem ser usados com parcimônia, com o
propósito de ensinar sobre o nascimento de Jesus, com cuidado, porque é muito fácil contrariar a Palavra de Deus. Símbolos antibíblicos devem ser recusados e desmentidos através da
verdade das Escrituras (João 17:14-17 )
Coisas interessantes sobre o natal:
PINHEIROS: Os escandinavos e germânicos, adoravam árvores e realizavam sacrifícios debaixo das árvores
ao deus Thor. Quando se converteram, um sincretismo transformou a antiga tradição de adoração ao deus Thor no símbolo da trindade cristã.
PRESÉPIO: local sagrado de nascimento de Jesus. Manter um presépio é esperar bençãos
ao local. Instituído no seculo XIII por Francisco de Assis, para representar o cenário em que Jesus nasceu. O “boi” e o “jumento” é uma alusão à “ignorância
do judeu” (Isaías 1:3). Um possível elemento antissemita, sutilmente introduzido vigente até hoje.
PAPAI NOEL – PAPAI NATAL: a origem é incerta. Há contudo ligações que remontam ao século IV, e à lenda de São Nicolau, bispo de Mira. A Holanda
o escolheu como patrono das crianças e nesse dia era costume dar presentes. O costume espalhou-se pela Europa. Os noruegueses acreditavam que a deusa Hertha aparecia na lareira e trazia consigo sorte para o lar. Crianças
colocavam, segundo a lenda, sapatinhos na janela e São Nicolau passava de noite colocando chocolates e caramelos dentro dos sapatos. Tinha fama de ajudar pessoas que tinham necessidades, nasceu assim o mito do chamado
“bom velhinho” , que hoje ocupa o lugar de Jesus como doador de bençãos..
GUIRLANDAS – a tradição de se usar guirlandas surgiu em Roma. Acreditavam que presentear com um ramo de planta
trazia saúde, daí passaram a enrolar os mesmos em coroas, para se desejar que todos de uma mesma família tivessem saúde. Significam também um “adorno de chamamento” e, consequentemente,
são porta de entrada de deuses. Razão pela qual, em geral são penduradas nas portas, como sinal de boas vindas. A maior parte dos Deuses do Egito, sempre, aparecem com a guirlanda na cabeça.
Na Bíblia só existe uma citação ao uso de guirlanda, e esta foi feita por Roma e colocada na cabeça de Jesus no dia da sua morte. Também
vale notar que entre os chamados “pais” da igreja, vozes se levantaram para exortar os novos convertidos a abandonarem práticas pagãs. Tertuliano (160 – 220 dC) escreveu para os cristãos e
o costume de se pendurar coras de flores, as chamadas guirlandas, nas portas das casas: “Se vocês renunciaram aos templos, não transformem as vossas portas e as vossas casas em templos:, em Idolatria – séc
III dC.
VELAS E ESTRELA – representa a estrela que guiou os magos, acender velas no natal é um pedido de benção e iluminação para os melhores caminhos em nossas
vidas.
ANJOS – anjos estiveram presentes no nascimento de Jesus louvando a Deus, apesar disso é anti bíblica a utilização
de imagens de anjos no natal. Esses seres angelicais, são ministros de Deus, e são vistos apenas se houver um proposito e permissão do Senhor. Muitas religiões e misticos cultuam os anjos.
DUENDES – seres mitológicos com poderes mágicos. Habitam as florestas, tem diversos nomes que os designam.
Em muitas lendas são ajudantes de papai Noel. Tem aparência maligna e estão associados à prática de magia.
SINOS – símbolos de comunicação entre o céu e a terra. Decorar com sinos a casa é demonstração
de respeito ao divino.
CORES DO NATAL – esta tradição remonta aos festivais de solstícios, onde: o verde representa a natureza
e o desejo de longevidade. Vermelho é atribuído ao azevinho, um arbusto que cresce ao longo do inverno. O vermelho também representa o melhores sentimentos.